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Revolta do Sal - resumo, causas, onde ocorreu, o que foi

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O monopólio do sal foi uma das principais causas da Revolta do Sal
O monopólio do sal foi uma das principais causas da Revolta do Sal

 

O que foi

 

A Revolta do Sal foi um conflito de caráter nativista, que ocorreu nas províncias de Minas Gerais e São Paulo no ano de 1710. A cidade portuária de Santos foi o foco deste movimento social de contestação econômica e também política.

 

Principais causas

 

- Monopólio do comércio do sal (produto muito importante na época) por parte de poucos comerciantes (maioria de portugueses). Estes vendiam o sal por um preço exorbitante, obtendo assim lucros elevadíssimos.

 

- Os comerciantes de sal praticavam ações especulativas para aumentar o preço do sal. Uma delas era a estocagem do produto para diminuir a quantidade do mesmo no mercado. Com menos sal para ser vendido, o preço aumentava. Outra estratégia para aumentar o preço era vender o sal em pacotes com pouca quantidade para a população.

 

- A população mais pobre estava ficando cada vez mais revoltada com esta situação. Circulava, pelas ruas das cidades, as criticas que diziam que só os ricos podiam temperar os alimentos com sal. Os pobres tinham que comer sem sal.

 

- Muitas reclamações chegaram à Coroa Portuguesa, que nada fez para resolver o problema, pois mesma sempre se posicionava do lado dos comerciantes portugueses.

 

O início da revolta

 

Em 1710, o preço do sal ficou muito elevado, gerando grande insatisfação popular. Porém, foi um rico proprietário de terras e escravos que deu início e liderou a revolta. Comovido e revoltado com a situação da população, o juiz ordinário Bartolomeu Fernandes de Faria reuniu um grupo de escravos, capangas e índios, dando início à revolta.

 

Invadiram galpões na cidade de Santos, local de estoque de sal, e pegaram uma grande quantidade de produto. Porém, Bartolomeu Fernandes fez questão de pagar pelo sal, mas deixando um valor em dinheiro que achava justo. Fez questão até de pagar os impostos da Coroa Portuguesa.

 

Consequências

 

A notícia chegou a Portugal e a Coroa considerou o ato desafiador e rebelde contra o governo português. Os comerciantes de sal, prejudicados pela ação, também reclamaram e exigiram uma atitude de Portugal em relação à revolta.

 

Em 1711, a Coroa Portuguesa determinou a prisão de Bartolomeu Fernandes. Porém, ele se refugiou em sua fazenda, que era fortemente protegida por capangas.

 

Somente em 1720, após uma ação militar organizada pelo governador militar de Santos, o líder da revolta foi preso. Encaminhado para Salvador para ser julgado, Bartolomeu Fernandes morreu de varíola antes do julgamento.

 

Conclusão

 

A Revolta do Sal deve ser compreendida no contexto do controle que a metrópole exercia sobre o Brasil (colônia). Os brasileiros, que em sua grande maioria eram de classe média baixa ou pobres, eram os que mais sofriam com os impostos e preços altos, controlados por pequenos grupos privilegiados de comerciantes portugueses, protegidos pela Coroa Portuguesa. Havia um forte sentimento de frustração e abandono entre os brasileiros mais pobres em relação ao governo metropolitano.

 

Nos séculos XVII e XVIII, ocorreram muitas revoltas nativistas no Brasil, que tiveram como pano de fundo este contexto histórico.


 

Bibliografia indicada:

 

Coleção Revoltas Populares no Brasil

Autor: Caros Amigos (editora)

Editora: Caros Amigos

Ano: 2014 (1ª edição)

Temas do livro: Revoltas Nativistas, História do Brasil Colônia

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