Exercícios sobre a Revolta de Beckman: com gabarito - 8º ano e E. Médio
17 exercícios de diversos tipos sobre essa revolta que ocorreu em 1684.
Teste seus conhecimentos históricos sobre a Revolta de Beckman
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EXERCÍCIOS SOBRE A HISTÓRIA DA REVOLTA DE BECKMAN (1684)
1. A Revolta de Beckman ocorreu no Brasil Colonial, no século XVII. Em qual capitania ela aconteceu?
a) Pernambuco
b) Bahia
c) Rio de Janeiro
d) Maranhão
e) Minas Gerais
2. Um dos principais fatores que motivaram a Revolta de Beckman foi:
a) A cobrança excessiva do quinto do ouro.
b) A insatisfação com a Companhia de Comércio do Maranhão.
c) A imposição do trabalho assalariado indígena.
d) A proibição do cultivo da cana-de-açúcar.
e) A invasão holandesa no Nordeste.
3. A Companhia de Comércio do Maranhão prejudicava os colonos porque:
a) Impedia totalmente o comércio com a Europa.
b) Cobrava impostos menores que os da Coroa.
c) Vendia produtos caros e não fornecia escravizados suficientes.
d) Incentivava a autonomia política da colônia.
e) Defendia os interesses dos grandes proprietários locais.
4. Sobre a liderança da Revolta de Beckman, é correto afirmar que:
a) Foi comandada por grandes proprietários rurais e comerciantes.
b) Teve apoio direto da Coroa portuguesa.
c) Foi liderada exclusivamente por indígenas.
d) Foi organizada por escravizados africanos.
e) Teve caráter separatista desde o início.
5. Entre as ações realizadas pelos revoltosos, destaca-se:
a) A destruição de engenhos de açúcar.
b) A abolição imediata da escravidão.
c) A proclamação da independência do Maranhão.
d) A expulsão definitiva dos portugueses.
e) A invasão e tomada do poder local em São Luís.
6. A posição da Coroa portuguesa em relação à Revolta de Beckman foi de:
a) Apoio aos revoltosos.
b) Indiferença total.
c) Negociação sem punições.
d) Repressão e punição dos líderes.
e) Transferência da capital da colônia.
7. Explique a relação entre a Companhia de Comércio do Maranhão e o descontentamento dos colonos.
8. Analise por que a Revolta de Beckman é considerada um movimento de caráter nativista.
9. Coloque V (verdadeiro) ou F (falso) nas afirmativas abaixo:
a. ( ) A Revolta de Beckman ocorreu no século XVII.
b. ( ) Os revoltosos defendiam o fim do domínio português.
c. ( ) A Companhia de Comércio do Maranhão foi um dos principais alvos da revolta.
d. ( ) A Coroa portuguesa atendeu todas as reivindicações sem punições.
10. Complete o parágrafo com as palavras que faltam, deixando-o historicamente correto:
A Revolta de Beckman ocorreu no ____________, em 1684, e foi motivada principalmente pela atuação da ______________________________, que prejudicava os interesses dos colonos locais.
11. Relacione os elementos abaixo:
1 – Revolta de Beckman
2 – Companhia de Comércio do Maranhão
3 – Coroa Portuguesa
4 – Colonos do Maranhão
a) Responsável pela repressão ao movimento.
b) Movimento de caráter nativista do século XVII.
c) Grupo prejudicado pelo monopólio comercial.
d) Instituição que controlava o comércio e a mão de obra.
1. ( )
2. ( )
3. ( )
4. ( )
12. Explique por que a Revolta de Beckman não pode ser considerada um movimento separatista.
13. Produza um pequeno texto, historicamente correto, utilizando as palavras: Maranhão, colonos, monopólio, Coroa portuguesa. O texto deve estar no contexto da Revolta de Beckman.
14. Leia o trecho abaixo e responda:
“A revolta expressava o descontentamento dos colonos contra os abusos administrativos e econômicos impostos pela metrópole, revelando tensões internas do sistema colonial.”
De acordo com o texto e seus conhecimentos históricos, explique como a Revolta de Beckman evidencia as contradições do pacto colonial.
15. Qual foi o destino dos principais líderes da Revolta de Beckman após a repressão do movimento?
16. Caso você tenha assinalado alguma ou algumas alternativas como sendo falsas na questão 9, explique o motivo de você considerá-la (as) incorreta (as)?
17. Leia o texto abaixo:
"A causa imediata da revolta foi a criação, em 1682, da Companhia de Comércio do Estado do Maranhão, à qual se concedeu o monopólio da importação e exportação da capitania, e o encargo de introduzir nela, anualmente, quinhentos escravos negros." (PRADO JÚNIOR, Caio. Formação do Brasil Contemporâneo: colônia. São Paulo: Brasiliense, 2011.)
Assinale a alternativa que demonstra de forma adequada a relação entre a criação da Companhia de Comércio do Estado do Maranhão, em 1682, e a eclosão da Revolta de Beckman apresentada no texto.
a) A concessão de monopólio comercial à Companhia limitou a autonomia econômica dos colonos, que reagiram ao controle sobre importações e exportações.
b) O aumento da população africana na região após 1682 provocou tensões demográficas que levaram os colonos à resistência armada.
c) A criação da Companhia ampliou as oportunidades de comércio para os colonos, que se revoltaram por discordarem das políticas de incentivo ao mercado local.
d) A decisão da Coroa de extinguir o abastecimento de mão de obra africana em 1682 gerou protestos dos colonos, resultando na revolta.
e) A imposição de taxas reduzidas sobre produtos coloniais pela Companhia motivou a insatisfação dos grupos mercantis, iniciando o conflito.
GABARITO:
1. d
2. b
3. c
4. a
5. e
6. d
7. A Companhia de Comércio do Maranhão vendia produtos a preços elevados, não cumpria o fornecimento regular de escravizados africanos e mantinha o monopólio comercial, prejudicando os colonos, o que gerou grande insatisfação.
8. A revolta é considerada nativista porque defendia interesses locais dos colonos contra abusos da administração colonial, sem questionar o domínio português ou propor a independência.
9.
a. V
b. F
c. V
d. F
10. Maranhão / Companhia de Comércio do Maranhão
11.
1 – b
2 – d
3 – a
4 – c
12. A Revolta de Beckman não foi separatista porque seus líderes não pretendiam romper com Portugal, mas sim corrigir abusos administrativos e econômicos dentro do sistema colonial.
13. Os colonos do Maranhão revoltaram-se contra o monopólio comercial imposto pela metrópole, denunciando práticas abusivas que beneficiavam a Coroa portuguesa em detrimento da economia local.
14. A Revolta de Beckman evidencia as contradições do pacto colonial ao mostrar que, embora a colônia existisse para beneficiar a metrópole, os interesses econômicos locais eram frequentemente prejudicados, gerando conflitos entre colonos e autoridades portuguesas.
15. Os principais líderes foram presos e punidos, sendo que Manuel Beckman foi condenado à morte por enforcamento, como forma de reafirmar a autoridade da Coroa portuguesa.
16. Explicação das alternativas falsas da questão 9:
Na questão 9, as alternativas consideradas falsas foram b e d, pelos seguintes motivos:
b. (F) “Os revoltosos defendiam o fim do domínio português.”
Essa afirmativa é incorreta porque a Revolta de Beckman não tinha caráter separatista. Os revoltosos não pretendiam romper com Portugal, mas sim protestar contra os abusos da administração colonial, especialmente o monopólio e a má atuação da Companhia de Comércio do Maranhão. Eles desejavam mudanças dentro do sistema colonial, e não a independência.
d. (F) “A Coroa portuguesa atendeu todas as reivindicações sem punições.”
Essa alternativa é falsa porque a Coroa portuguesa reprimiu duramente o movimento. Embora tenha extinguido a Companhia de Comércio do Maranhão posteriormente, os líderes da revolta foram presos e punidos, sendo Manuel Beckman condenado à morte. Portanto, não houve atendimento pleno das reivindicações nem ausência de punições.
17. a
A criação da Companhia representou uma intervenção direta da Coroa na economia local, restringindo a liberdade comercial dos moradores ao estabelecer um monopólio sobre importações e exportações. Essa limitação afetou principalmente os colonos que dependiam do comércio para manter suas atividades, gerando forte descontentamento e contribuindo para a eclosão da Revolta de Beckman.
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Por Jefferson Evandro Machado Ramos (professor graduado em História pela FFLCH-USP)
Publicado em 28/01/2026
Fonte de pesquisa:
FAUSTO, Boris. História do Brasil. 2ª edição. São Paulo: Edusp, 1995.
SCHWARCZ, Lilia Moritz; STARLING, Heloisa Murgel. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.